quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Fainá

Fainá é um aperitivo que salvou-me da fome vários dias em Buenos Aires e em Montevideo (esta última uma lástima para alimentar-se. Dias no fainá com papas fritas, quando não no pão industrial com ervilhas enlatadas nos chãos de charmosas praças).
É uma panqueca de farinha de grão de bico. As pessoas costumam comer isto sobre a pizza (pelo menos em Buenos Aires vi isso bastante. Em Montevideo os pratos resumiam-se a um amontoado de carne, ovo, batata frita...). Para os veganos, resta o fainá puro.
Em casa, dá pra usá-lo como base para algum patê, ou incrementar a própria massa com outras coisas saborosas. Ou comê-lo puro, que também é bom. E é uma boa opção para celíacos ou inimigos do glútem, além de ser muito rico em proteínas.
A farinha de grão de bico pode ser achada na zona cerealista em São Paulo.
Aí vai a receita básica:

1 - Jogue um tanto de farinha de grão de bico na tigela. Jogue sal, vá jogando água e mexa bastante, até ficar bem líquido e sem bolinhas de farinha (sei lá como chamar isto).



































2 - líquido mesmo!


















3 - Enquanto isso, esquente o forno no máximo por 10 minutos.
4 - Ponha umas 4 colheres de sopa de azeite numa forma (uma em que a grossura do fainá fique à seu gosto. Só a experiência pra definir).
5 - Ponha a forma no forno aquecido
6 - Deixe uns 3 ou 4 minutos e retire (cuidado, pois o azeite estará bem líquido e quente. Tire devagar).
7 - Despeje a mistura na forma



































8 - Devolva ao forno em máxima temperatura. Cuidado extra, ponha bem devagar pra não derrubar, ou vai ter um trampo maldito pra limpar a massa queimada lá dentro depois.
9 -Deixe até ficar dourado em cima (uns 40 à 50 minutos). Confira se o interior já está sólido.


















10 - Empanturre-se ao som de Piazzolla.


Uma opção para fugir da receita original (abaixo às tradições!) é jogar linhaça e manjericão na massa. Ou qualquer outra gororoba que lhe venha à mente.

Adios, amigos!